sexta-feira, 16 de junho de 2017

Eis que sou poesia - Lançamento


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Capa do livro produzida graficamente
pelo autor.



"Eis que sou poesia" dará vida ao projeto ao qual eu tanto me dediquei nos últimos meses. será a obra poética que estreará a coletânea "Catarse Poética", um projeto totalmente independente que idealizei apenas pelo constante desejo de escrever e compartilhar pontos de vista e pensamentos paralelos.

Todas as poesias foram escritas no final do ano passado (2016), as escrevi em dias e "estados espirituais e emocionais" diferentes, assim como lugares distintos, sempre andando sem rumo nas avenidas de Itapipoca, caminhando em busca de um pouco de inspiração, já que a temática da obra é livre, inclusive (ironicamente) se intitularia "A Poesia Liberta", porém, decidi que seria melhor chamá-la de "Eis que sou poesia" o que de certo modo lembra a palavra "Esquizofrenia", sendo assim a obra, metaforicamente, fruto de uma mente perturbada, porém, consciente e questionava.

"Eis que sou Poesia" estará disponível em versão PDF para download aqui no blog e também em outras plataformas de leitura. A divulgação da obra será feita através de minhas redes sociais e blogs. Inclusive foi criado um evento no Facebook para o lançamento do livro, que estará disponível na web à partir da próxima sexta-feira (dia 23), lembrando que a obra em sua versão digital não lhe custará nada além de tempo, para baixar, ler e refletir, pois...

É assim que nasce a "Catarse Poética".


quinta-feira, 15 de junho de 2017

Pode ser

Pode ser que eu desapareça,
 amadureça, me fortaleça,
 o tempo passe, meu cabelo...
 minha barba cresça,
 minha mente evolua
 enquanto a lua continua a mesma;

Caminhado pelas beiras das calçadas,
 com mil pensamentos embalados
 na cabeça, lembranças de momentos
 guardados que por mais que tente
 minha mente não esqueça...

Pode ser que o que espero
 nunca aconteça, o sonho
 se acabe e eu volte a dormir,
 pode ser que o que espero
 já tenha passado e nem vi,
 desatento do jeito que sou
 me aprofundo sempre em
 minha mente e o pensamento
 que agora se formou, por vez,
 se desfez, em um loop que
 não para por um instante,
 a frequência da mente é constante,
 então escrevo o que me vem na cabeça,
 se um dia eu sumir, pode ser que volte
 e, talvez quem sabe, ninguém me reconheça.

david alves mendes, escritor, poesia


David Alves Mendes

segunda-feira, 12 de junho de 2017

(In)certeza

Sou um poeta morto de alma viva,
mas quem diria...
vivendo da inconstância, do ócio e
da melancolia, na ânsia de virar
mais uma noite e sonhar durante
o dia mesmo estando acordado,
de praxe, acendo mais um cigarro,
imerso na escrita,
mesmo com o pulmão enferrujado
a cada trago brota um verso,
cada cigarro uma estrofe banal
quem sabe com alguns maços
consiga fazer meu recital;

Não sei... vou esperar ficar mais tarde,
alguns vivem da razão e da certeza,
já eu vivo da vontade, inconstante
por natureza, eu não sei do amanhã,
mas por hoje tá beleza, deixa rolar
mesmo que seja momentâneo,
se o universo conspira, então
que seja sempre espontâneo,
de uma forma natural em uma
madrugada de segunda para terça,
alguns litros de vinho, um lugar
distante de tudo, sei que algo acontecerá,
contemplando a lua sozinho,
aconteça o que aconteça,
sei que irei aproveitar, pois eu vivo da vontade,
eu não vivo da certeza.

david alves mendes, david alves, dukranio, poeta


David Alves Mendes