quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Eu, tu e ninguém mais



Eu que nem sempre positivo hoje abri um sorriso ao acordar de bom humor só por ter sonhado a noite inteira com você, e antes de acordar ainda tive a chance de me despedir com um beijo caloroso, aquilo foi tão real que seu cheiro ficou em meu lençol, o que me fez ficar deitado por longos minutos apenas absorvendo o que tinha acabado de vivenciar em meu subconsciente.

Parecia ser madrugada mas já estava clareando, o sol demonstrava seus primeiros vestígios no horizonte e lá estávamos nós sentados na areia em uma praia praticamente deserta, permanecíamos em um silêncio tranquilo como o som das ondas, a maresia era fria e suave, bagunçava levemente seus cabelos que vez ou outra batiam em minha face.

Contemplávamos a beleza do lugar em meio a olhares que trocávamos de vez em quando, apenas olhávamos um para o outro como se nenhuma palavra exprimisse o que pretendíamos dizer, era como se ambos já soubessem o que o outro diria permanecendo assim em um silêncio pleno.

E estava tudo tão tranquilo, tão distante da realidade mundana que por momentos desconfiei se não seria tudo apenas um sonho (e não é que era mesmo?!).

Em determinado momento você se levantou e me estendeu a mão, então começamos a correr descalços e de mãos dadas de encontro ao mar, podia sentir a areia úmida sob meus pés, sentia teus dedos entrelaçados nos meus, e ao chegar até a maré, senti a água gelada tocar meus pés, nesse momento paramos subitamente e olhamos um para o outro por alguns segundos, dessa vez você sorriu de uma forma tão espontânea e serena que eu não me contive, levei meus lábios de encontro aos seus enquanto seus braços se entrelaçavam em volta do meu corpo.

Assim que acordei fechei novamente minhas pálpebras na tentativa de voltar àquele sonho maravilhoso, mas não consegui, achei que ainda podia sentir a brisa da praia mas era só o meu ventilador, então permaneci deitado em meu quarto com os olhos fechados e um sorriso no rosto, com a consciência de que tinha vivenciado um momento único ao teu lado aquela noite, mal poderia imaginar que do outro lado da cidade lá estava você deitada em sua cama pensando a mesma coisa…

Nossos corpos estavam distantes,

mas isso não impedia nosso espírito de se encontrar!

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Quantos por enquanto: Devaneios aleatórios de um maluco observador

Quantos?

Quantos livros lidos?
Quantos litros bebidos?
Quantos cigarros apagados?

Quantos poemas escritos?
Quantos momentos vividos?
Quantos segundos desperdiçados?

Quantos corações partidos?
Quantos orgasmos sentidos?
Quantos lençóis encharcados?

Quantas decepções e desilusões com
a quais nos deparamos no caminho?
Quantas vidas cabem em uma ilusão,
ou melhor, quantas rosas cabem em um único espinho?

Quantas horas cabem em uma madrugada?
Quantos minutos até o sol nascer?
Quantos segundos até a morte?
Quanto tempo é necessário para viver?

Me diz, quantos por enquanto?


09/11/2017 - Itapipoca-CE

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Expressão abstrata da expansão e conexão de universos (ou mentes, chame como preferir)

"Essas palavras continuarão sempre as mesmas, mas por trás delas haverão múltiplas interpretações, assim como muitos dos textos desse blog, sabe, os livros clássicos nunca mudam com o passar o séculos, o que muda é a perspectiva acerca dos mesmos"


Apesar de não ser muito confortável, minha cadeira as vezes é como um divã quando encontro-me de frente à um monitor transmutando alguns pensamentos por meio de teclas que, quando pressionadas, fazem surgir um amontoado de palavras naquela tela em branco, e só isso já me faz sentir capaz de preencher o vazio de meu ser com palavras que nem parecem significar tanto, mas o significado real está por trás delas.

Enquanto as caixas de som tocam "High Hopes" eu complemento a canção com o som das teclas que cessam vez ou outra quando paro de digitar para dar um gole em minha xícara de café ou acender outro cigarro, as palavras param de surgir na tela mas os pensamentos não param de surgir na mente.

Falar é cansativo as vezes, por isso prefiro escrever já que em meu silencio encontro uma voz interior que dita as palavras e elas simplesmente vão ilustrando a tela sutilmente, cada letra ocupando seu devido espaço.

 É como se eu transmitisse uma parcela (mesmo que pequena) de meu universo pessoal para o mundo, deixando um pedacinho de mim em cada uma daquelas palavras que podem ou não fazer sentido para quem lê.

Cada mente um universo e, quando em contato com outro universo, esse por vez entra em um estado de expansão. Aprendemos uns com os outros, até mesmo com nós mesmos, ter a mente aberta significa ser um universo vasto, repleto de coisas desconhecidas esperando para serem apreciadas. 

Como disse Einstein: "A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho normal", e é exatamente isso que ocorre a todo momento, enquanto escrevo tal texto me vem mil e um pensamentos na mente que me levam a determinados devaneios, o mesmo acontecerá quando eu, por vez, concluir tal escrito, largar o teclado e então, usando o mouse, clicar no botão "Publicar".

Essa é uma ação futura (agora presente) que gerará diversas reações, alguns podem passar por esse texto e simplesmente ignorar, enquanto outros se darão o tempo de lê-lo e, ao fazer isso, abrirão suas mentes para outras possibilidades que surgiram de outra mente e, a cada linha que digito e você lê, nos conectamos de uma forma quântica.

Você poderá gostar do que escrevi ou não gostar, concordar ou discordar, porém uma vez que leu também mentalizou outras ideias paralelas as minhas, pode expressá-las através dos comentários, quem sabe escrever seu próprio texto ou pode simplesmente ignorar, porém nesse meio tempo enquanto escrevo (e você lê), minha (sua) mente se expandiu de uma maneira que não voltará a ser como era antes, e é exatamente isso que eu admiro na escrita, toda essa conectividade que surge de "meras palavras".

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Livros da Coletânea Catarse Poética, Eis que sou poesia, Angústia de Agosto, Epifania


A versão impressa das obras já estão em processo de produção e alguns moldes já estão prontos, aos que tiverem interesse de adquirir algum dos livros, basta entrar em contato via inbox ou enviar um e-mail para: coletaneacp@gmail.com

Cada obra está disponível ao custo de R$ 5,00!
(O envio para outras regiões possui uma taxa de envio)

Só lembrando que estarei realizando alguns sorteios de obras na página da coletânea no facebook, então repito, se ainda não curtiu a página o que tá esperando? Fiquem atentos, o verbo tá se concretizando.


Livros da Coletanea Catarse Poética - Epifania

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Apenas uma peça dessa peça - Epifania


Sempre me passou pela mente a ideia de produzir audiolivros já que essa é a mais moderna forma leitura que vem ganhando mais adeptos a cada dia e, quem sabe em um belo dia desses eu não acorde de bom humor depois de uma longa noite de sono e decida de súbito colocar essa ideia em prática?!

Enquanto isso não acontece começarei a narrar algumas poesias e acrescentarei imagens, assim, com algumas edições aqui e ali criarei um audiovisual com o intuito de divulgar as obras e explanar um pouco essas ideias.

Como tempo é vida, me adiantei e já fiz isso, narrando a poesia: "Apenas uma peça dessa peça" da obra "Epifania" que será lançada neste sábado (dia 23), e produzindo o audiovisual durante esta madrugada.

sábado, 23 de setembro de 2017

Epifania - Lançamento

Epifania, Catarse Poética

O lançamento virtual do PDF será realizado dia 30 (Sábado) no site da coletânea: 


SUMÁRIO

I. APENAS UMA PEÇA DESSA PEÇA

II. (SUB)CONSCIENTE(MENTE)

III. GÊNESIS 3:8

IV. IMPLOSÕES

V. ÊNUS


Quando sou bombardeado por um pensamento tão carregado ao ponto de sentir-me compelido a fazer jus ao mesmo jorrando palavras no papel para registrar e compartilhá-lo com outrem, sinto-me totalmente imerso em me mesmo e no universo, sendo tomado por uma efêmera epifania ao contemplar a beleza (ou o horror) de um pensamento que de repente ganha vida por meio da escrita, porém não posso (d)escrever nem metade do que se passa aqui dentro desse labirinto.


Essa é a terceira obra da coletânea Catarse Poética, e como pode-se perceber na descrição, o título carrega um significado bem mais profundo para me do que os das obras anteriores, considero essa a obra mais experimental até agora pelo fato de brincar com as poesias sem importar-se com o resultado, agradando ou não, elas estão lá da maneira que escrevi, sem modificar ou acrescentar nada, se o intuito é transmutar o pensamento para o papel sem distorce-lo, fiz um bom trabalho, o mais próximo de uma Epifania pessoal e sem terceiras intenções, fui movido apenas pela pura vontade de concretizar isso.

No mais, quando a obra for lançada, baixem, leiam e tirem suas próprias conclusões, o intuito é esse, gerar opiniões semelhantes e principalmente contrárias, quero mostrar ao leitor que não há verdades absolutas, apenas verdades e meias-verdades, no fundo todos estamos corretos, já que nossas ações estão interligadas nesse labirinto imensurável da existência, carregamos em nosso amago aquilo mais próximo de uma verdade absoluta.

Ler não é o suficiente, expressem suas opiniões únicas e individuais, se gostaram da obra expressem isso e o que os levou a gostar da mesma, se acharem a obra uma porcaria, expresse igualmente esse pensamento, assim como o que lhe levou a chegar à tal conclusão, peço apenas que exponham suas verdades assim como venho expondo as minhas nessa coletânea.


Angústia de Agosto - Lançamento

Angústia de Agosto, Catarse Poética, David Alves Mendes




SUMÁRIO:

I. ANGÚSTIA DE AGOSTO

II. HÁ RISCOS, MAS ARRISCO

III. (IN)CONSCIENTE

IV. (SOBRE)VIVER

V. CONTRADIÇÕES EM VERSOS
CURTOS

VI. SONHEI QUE NÃO QUERIA
ACORDAR

Desde o lançamento do livro "Eis que sou poesia", primeira edição desta coletânea, venho escrevendo e preparando a segunda obra que achei melhor intitular de: “Angústia de Agosto”. Esta obra por sua vez, traz reflexões em algumas poesias semelhantes, porém paralelas às da primeira edição, eis que esta obra é a prova material da continuidade de tal proposta que carrega como título: Catarse Poética.

Angústia de Agosto, Catarse Poética, David Alves Mendes

Reflexões, questões e afirmações (não absolutas) acerca da vida perante meu ponto de vista, mas como ninguém pode enxergar através dos olhos de ninguém, peço que ao ler tal obra, vocês possam questionar e interpretar à sua maneira, lembre-se, só sabemos o que já vivemos e dificilmente haverá alguma verdade absoluta algum dia, nada é absoluto.


sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Rotina nossa de cada dia

É tao bonito ver coisas que geralmente nos passam despercebidas, até mesmo coisas que consideramos bobas, coisas que com o passar do tempo se tornam... digamos que futilidades, coisas rotineiras, porém que um dia fizeram sentido para nós, principalmente na infância quando estamos livres de certas amarras, livres de determinadas convicções, preconceitos e toda a degeneração a que somos condicionados ao longo da vida;

Ao passar do tempo somos moldados de uma maneira ao qual estamos insentos de livre arbítrio, pois até mesmo nossas escolhas e caminhos que traçamos sofrem uma determinada influência de alguém ou algo, mas de qualquer maneira realizamos nossos desejos e vontades e para isso muitas vezes devemos nos desapegar da rotina, o que pode assustar alguns, mas não deixa de encantar a outros, afinal, o que é diferente sempre causa determinada dúvida, o que é natural ao ser humano e, acima de tudo, temos a capacidade de nos adaptar facilmente ao meio em que vivemos, e na maioria das vezes nos adaptamos e nos apegamos tanto à determinado estilo de vida ao ponto do mesmo acabar caindo na rotina;

Aos poucos as coisas vão perdendo o brilho que possuíam inicialmente, a primeira vez que você faz algo parece excepcional, porém na décima primeira vez já não é tao empolgante assim, de qualquer forma seguimos em frente, e a cada manhã quando o sol nasce mais uma vez ao leste, nos levantamos de nossas camas sempre em busca de mais do mesmo, porém muitos tem receio de tentar serem maior do que são, e sempre estão buscando um certo tipo de equilíbrio, uma estabilidade que nos passa uma "sensação de segurança", sensação essa ao qual nos apegamos ao ponto de esquecer daquilo que buscamos diariamente, pois mesmo que de uma maneira inconsciente, todos nós buscamos alguma coisa a mais do que estamos habituados, mas poucos são os que encontram;

Isso acontece pelo simples fato de sentirmos medo de ir além da nossa zona de conforto onde temos a falsa sensação de segurança, por mais que saibamos que há um mundo inteiro de oportunidades lá fora esperando serem conquistadas, estamos satisfeitos com o que já conquistamos, mas se pensarmos dessa forma, não regrediremos, muito menos evoluiremos, apenas continuaremos no mesmo lugar de sempre. 

Mudanças não são apenas necessárias, elas são essenciais, muitas vezes para alcançar novas conquistas é preciso abrir mão de outras.


David Alves Mendes
25/07/17

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Eis que sou poesia - Lançamento


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SUMÁRIO

I. EIS QUE SOU POESIA

II. FACÉCIA NATURA

III. TRILHANDO A VIDA (PARTE I)

IV. VERDADES QUE (A)GUARDO

V. RELATO FÚNEBRE (PARTE I)

VI. PROÊMIO DA PERCEPÇÃO

VII. (DOR)AVANTE

VIII. TRILHANDO A VIDA (PARTE II)

IX. EVASÃO DA VAZÃO

X. RELATO FÚNEBRE (PARTE II)

"Eis que sou poesia" dará vida ao projeto ao qual eu tanto me dediquei nos últimos meses. será a obra poética que estreará a coletânea "Catarse Poética", um projeto totalmente independente que idealizei apenas pelo constante desejo de escrever e compartilhar pontos de vista e pensamentos paralelos.

Todas as poesias foram escritas no final do ano passado (2016), as escrevi em dias e "estados espirituais e emocionais" diferentes, assim como lugares distintos, sempre andando sem rumo nas avenidas de Itapipoca, caminhando em busca de um pouco de inspiração, já que a temática da obra é livre, inclusive (ironicamente) se intitularia "A Poesia Liberta", porém, decidi que seria melhor chamá-la de "Eis que sou poesia" o que de certo modo lembra a palavra "Esquizofrenia", sendo assim a obra, metaforicamente, fruto de uma mente perturbada, porém, consciente e questionava.

"Eis que sou Poesia" estará disponível em versão PDF para download aqui no blog e também em outras plataformas de leitura. A divulgação da obra será feita através de minhas redes sociais e blogs. Inclusive foi criado um evento no Facebook para o lançamento do livro, que estará disponível na web à partir da próxima sexta-feira (dia 23), lembrando que a obra em sua versão digital não lhe custará nada além de tempo, para baixar, ler e refletir, pois...

É assim que nasce a "Catarse Poética".


quinta-feira, 15 de junho de 2017

Pode ser

Pode ser que eu desapareça,
 amadureça, me fortaleça,
 o tempo passe, meu cabelo...
 minha barba cresça,
 minha mente evolua
 enquanto a lua continua a mesma;

Caminhado pelas beiras das calçadas,
 com mil pensamentos embalados
 na cabeça, lembranças de momentos
 guardados que por mais que tente
 minha mente não esqueça...

Pode ser que o que espero
 nunca aconteça, o sonho
 se acabe e eu volte a dormir,
 pode ser que o que espero
 já tenha passado e nem vi,
 desatento do jeito que sou
 me aprofundo sempre em
 minha mente e o pensamento
 que agora se formou, por vez,
 se desfez, em um loop que
 não para por um instante,
 a frequência da mente é constante,
 então escrevo o que me vem na cabeça,
 se um dia eu sumir, pode ser que volte
 e, talvez quem sabe, ninguém me reconheça.

david alves mendes, escritor, poesia


David Alves Mendes

segunda-feira, 12 de junho de 2017

(In)certeza

Sou um poeta morto de alma viva,
mas quem diria...
vivendo da inconstância, do ócio e
da melancolia, na ânsia de virar
mais uma noite e sonhar durante
o dia mesmo estando acordado,
de praxe, acendo mais um cigarro,
imerso na escrita,
mesmo com o pulmão enferrujado
a cada trago brota um verso,
cada cigarro uma estrofe banal
quem sabe com alguns maços
consiga fazer meu recital;

Não sei... vou esperar ficar mais tarde,
alguns vivem da razão e da certeza,
já eu vivo da vontade, inconstante
por natureza, eu não sei do amanhã,
mas por hoje tá beleza, deixa rolar
mesmo que seja momentâneo,
se o universo conspira, então
que seja sempre espontâneo,
de uma forma natural em uma
madrugada de segunda para terça,
alguns litros de vinho, um lugar
distante de tudo, sei que algo acontecerá,
contemplando a lua sozinho,
aconteça o que aconteça,
sei que irei aproveitar, pois eu vivo da vontade,
eu não vivo da certeza.

david alves mendes, david alves, dukranio, poeta


David Alves Mendes

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Poeira Cósmica

Todos somos falhos por nascença, matamos uns aos outros, julgamos, temos preconceito, vivemos atolados em ignorância. 

Dentre todas as espécies do planeta, somos os únicos que destruímos nosso habitat natural, e ainda nos julgamos superiores por possuir dinheiro, poder, fama, entre outros inúmeros rótulos fúteis que a sociedade impõe.

No final, todo mundo acaba apodrecendo e tendo as entranhas devoradas por insetos e larvas dentro de um caixão, devemos pensar nisso antes de julgar alguém ou se achar superior.

Somos poeira cósmica.


David Alves Mendes

sábado, 4 de março de 2017

Brisa Momentânea

Poesia, Reflexão, Trecho, Universo, David Alves Mendes

A realidade vai além do que podemos ver, nossa...
existem tantas dimensões que não somos capazes de enxergar, apesar de estarmos sempre em conexão com elas,
pertencemos a esse plano, sabemos existir, sabemos que somos alguém,
só precisamos nos permitir ir mais além,
em meio a esse constante vai e vem,
...
é fácil ver, tente buscar sentir,
permita-se por um instante, transgredir,
se expandir.

David Alves Mendes

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

10 citações de minha autoria

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1: "Fugir da rotina, quero novas vistas pr'acalmar a retina."


2: "Preciso apagar a brasa,
 tomar menos comprimidos,
 sair mais de casa
 dar menos ouvidos."


3: "Quando o sono começa a chegar, os seus sonhos se afastam para se tornarem mais concretos."


4: "As vezes me encontro a quilômetros de mim mesmo, com um vácuo na mente, sem pensamentos, vozes ou perturbações interiores, apenas o silêncio...o sombrio e aconchegante silêncio da existência.
— Aonde está indo? — pergunto calmamente á minha alma, obtendo a seguinte resposta: Vou descansar um pouco deste mundo."



5: "Viver da arte é ótimo, porém,
viver a arte é uma dádiva."


6:
A verdade muitas vezes soa como um punhal sendo cravado em seu peito!
E a mentira acaba se tornando uma grande confortável ilusão...



7: Com a escrita, dessa realidade eu me safo
já que na real eu não escrevo,
mas psicografo.


8:
Tantos papéis amassados,
cigarros apagados,
pensamentos mal interpretados,
e eu aqui, vendo o tempo passar
diante de minha retina, afastando...
pra longe a rotina que chega a me sufocar.



9: Indecisão em reflexões,
me encontro são, perdido em
minhas próprias contradições,
um vazio existencial a me comprimir,
o desejo de alojar um projétil no crânio...
e sumir daqui, mas a alma não morre,
e por mais que a vida seja um porre,
ao meu ver só o que resta mesmo é viver.




10: Clima frio, agradavelmente melancólico e um aconchegante aroma de chuva, que trás uma suave nostalgia, me remete devaneios de um outro instante cheio de histórias, de outro invernos, épocas das quais não se esquece.
Como o cheiro atraente de chocolate quente enquanto minúsculas gotas de chuva caem no alvorecer, quando os primeiros raios de sol surgem e os pássaros começam a cantar uma melodia que nos dá um pouco de sonolência.
As madrugadas são longas.


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David Alves Mendes

sábado, 4 de fevereiro de 2017

O sentimentalismo da razão

A única função do coração é bombear
o sangue e transportar o oxigênio
para o resto do corpo, amar é
opcional, segunda opção,
então por que sinto tanto amor então?

Como ser sentimental sem perder a razão?
Remoendo o que sinto em reflexos
inconstante de meu cérebro e coração,
sentimentos indefiníveis que muitas vezes
me deixa mal, como algo assim é opcional
se não escolhi sentir, me sentir tão anormal...
desigual e incompleto, incerto do final,
se vai doer ou não,
se vai valer ou vai ser em vão.


David Alves Mendes

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Não existe padrão de beleza, apenas beleza

Não existe padrão de beleza, apenas beleza, cada um a interpreta como convém, e isso não se limita à estética. Tal beleza humana está em pequenos detalhes, como ações que muitas vezes passam despercebidas. Na maioria das vezes quem busca ser discreto, acaba se tornando alvo de muitas atenções.


O que quero dizer é que cada um possui seus conceitos e definições do que seria "alguém bonito", dotado de uma beleza tanto interior, quanto exterior, um exemplo que tenho a dar é que o que alguns podem considerar feio, outros já acham bonito, por natureza.


Cada um possui, baseado em sua psique, uma definição preestabelecida do que lhe agrada ou não, e tal manifestação de pensamento é algo tão individual, que não pode ser levado à uma manifestação coletiva, por esse motivo que não há padrão ou parâmetro de beleza, isso não passa de um rótulo pejorativo.


Existem muitas definições em dicionários acerca do que seria beleza, uma delas é: "caráter do ser ou da coisa que desperta sentimento de êxtase, admiração ou prazer através dos sentidos", isso não pode ser moldado, por ventura, tal "padrão de beleza" é mais uma ilusão.


Para concluir ressalto que o corpo nada mais é do que a roupa que veste a alma, palavras essas que me ocorreram de última hora.

David Alves Mendes


domingo, 8 de janeiro de 2017

Sem muita compostura,
trespasso com passos leves
cada viela escura que estende-se
à minha frente, expandindo os
horizontes de minha loucura.


David Alves Mendes
Chega um momento da vida em que morremos para o mundo, só assim podemos nos encontrar em nós mesmos e enfim renascer nessa metamorfose constante e disforme de nossos espíritos.

David Alves Mendes

Na solidão da madrugada,
 minha mente pensa em tudo,
 vagueando pelo nada.

David Alves Mendes

Não prive-se de sua liberdade,
 não há prisão pior que a mente,
 pense, é bom e grátis.

David Alves Mendes

"Quem não tem dinheiro não faz faculdade"

O sistema não quer uma geração de pensadores, quer uma geração de marionetes que possuem certificado e diploma, mas por vez, não possuem o conhecimento ou a sabedoria, possuem apenas o hábito de seguir ordens sem questionar, a velha história da boiada seguindo pro abate sem sequer reclamar, o mal do brasileiro é se conformar com tudo pois já se acostumou com o governo fodendo a população e não enxerga saída a não ser se submeter.

Pessoas diplomadas e tão desprovidas de racionalidade quanto estúpidas são as mesmas que estão no poder e afirmam com naturalidade que:

"Quem não tem dinheiro não faz faculdade"

É, a cada dia que passa certos indivíduos de terno e gravata afundam mais nosso país. Acho que foi daí que nasceu o ditado de que brasileiro não desiste nunca, de qualquer maneira, enquanto restar ar em meus pulmões, não me calarei perante à toda essa merda que nos é imposta, qual será o próximo passo, proibir o livre e espontâneo pensamento? Eu queria ver eles tentarem...


David Alves Mendes

Prometi não demorar

Seu beijo tinha gosto de sangue,
 seu perfume era exótico, exalava
 um aroma parecido com o de morte,
 o toque era frio, podia sentir tua pele
 gélida nas palmas de minhas mãos,
 sua vivacidade sumiu antes que eu percebesse
 que estava agarrado à um cadáver;

Overdose, já era a terceira em menos de um mês,
 sabia que não escaparia...

Seu corpo estava ausente de vida,
 mas o meu não...
 Seu corpo estava ausente de sentimentos,
 ausente de ódio ou amor,
 mas o meu não...

Se não desejavas me abandonar,
 seu desejo foi concedido,
 nunca tive medo da morte,
 tenho mais medo do abandono,
 da distância, da solidão, do cruel adeus,
 mas enquanto restava um fio
 brilhante de vida em teus olhos,
 insisti em encara-los e sorrir,
 e mesmo entre lágrimas houve
 tempo para um último "eu te amo",
 mas depois que eles tornaram-se
 ausentes de vida, apenas passei
 os dedos sobre suas pálpebras,
 limpei as gotas de sangue que
 escorriam de seus lábios e,
 mais uma vez a beijei,
 permaneci entrelaçado
 em teu cadáver por longos minutos...

Então levantei-me, com o rosto
 coberto de lágrimas, os lábios
 manchados de sangue seco,
 caminhei até a cômoda ao lado
 da cama onde tu jazia,
 abri a gaveta, e peguei
 uma pistola, enquanto
 acariciava teu rosto pálido
 e sentia teus cabelos com a
 ponta dos dedos da mão esquerda,
 usei a outra mão para apontar
 a arma para minha cabeça;
Estava pronto,
 pronto pra te encontrar
 fosse no céu ou no inferno,
 pedi que o diabo tivesse piedade e
 que deus perdoasse essa alma maldita...

Imaginei estilhaços de meu crânio
 se espalhando por todo o quarto,
 enquanto meu corpo caia sobre o seu,
 ambos ausentes de vida, ausentes
 de um sentimento que um dia foi mais que vivo,
 ver a morte tão perto não me agradou, mas pensei:

 "Estou indo te encontrar,
 já sinto saudades e prometi
 não demorar."

Então, sem hesitar, puxei o gatilho.

David Alves Mendes

As vezes me pego
 pensando na vida,
 procurando quase cego,
 uma salvação, uma saída,
 já que dificilmente me entrego
 à esses padrões e convicções malditas.

David Alves Mendes