domingo, 20 de maio de 2018

Poesia Não Intitulada - Catarse Poética [Aurora]


Em breve será lançada a quarta obra sob o selo da coletânea Catarse Poética, obra essa intitulada de: Aurora (como falei em um post anterior), e para divulgar a obra, estou produzindo certos "videos-poesia".

Nesse acima narro uma das poesias integrantes de tal obra (Aurora) juntamente com uma série de imagens abstratas que gravei durante uma noite cotidiana na terra dos três climas. No mais, curtam a página da coletânea para acompanhar as novidades. 


As obras já disponíveis se encontram para download gratuito no site da coletânea em versão digital: 


Os livros em formato físico também podem ser adquiridos por encomenda sob o valor de R$ 5,00, caso se interessem em adquirir, basta entrar em contato comigo através da fanpage da coletânea, ao qual deixei o link acima,

Por fim, a obra será lançada no momento certo, e como as três outras obras integrantes da Catarse Poética, estará disponível em versão digital para download gratuito.

Saídas de Emergência

poesia, fotografia, arte, poemas

Cigarros se apagam,
rosas murcham,
o tempo passa e
as coisas mudam,
isso já se tornou banal;

A graça de se viver
é saber que se vai morrer,
que nada disso é eterno,
por isso aproveito
a areia que ainda resta e escorre da 
parte superior da ampulheta
em uma contagem progressiva
que ainda não chegou ao final, 
enquanto isso sigo vivendo,
sentido novos aromas,
conhecendo novas pessoas e lugares,
imerso em meu inferno pessoal, 
tentando fugir um pouco dessa redoma 
que busca me reduzir ao convencional
que já não mais me emociona;

Sabe... gosto do que é diferente,
do que não é habitual.
sou um louco, meio junkie e impessoal,
sabendo que a vida vai muito além do virtual
e daquilo que se considera natural.

Falhos por natureza,
acertamos para encobrir erros,
buscando a luz,
mas vivendo em meio as sombras.

Onde estará a saída de emergência?


D.A. MENDES
[16/05/2018]
Itapipoca-CE

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Aurora - Em breve lançamento [Catarse Poética]


Acessem o site da coletânea e baixem gratuitamente as obras já disponíveis:


[...]

As vezes pela manhã, após uma longa noite de insônia, percebo os primeiros raios de sol surgindo pelas frestas do telhado, então me levanto abro a janela, e como de praxe, preparo um café. Enquanto a água não ferve, eu fervo por dentro observando a cor do arrebol, as nuvens com aquele tom alaranjado, e os pássaros cantando em êxtase e alegria, ressaltando que eis a chegada de um novo ciclo, uma nova oportunidade, um novo dia. 

Graças a esse devaneio, me veio na mente a ideia de escrever um livro, mais uma edição para a Catarse Poética, porém eu ainda não havia planejado nada, aproveitei que já tinha algumas poesias escritas e salvas em meu computador (já que sempre estou escrevendo, ou pelo ao menos tentando), então comecei a organizar o que já estava pronto e, a cada vez que a inspiração batia em minha porta, eu a recebia com prazer, dividindo com ela um café e me pondo a transpassar pro papel minhas loucuras pessoais.

Geralmente escrevo ouvindo música (me ajuda na concentração) e durante o processo de criação de uma das poesias, eis que começou a tocar uma canção da artista Aurora, naquele momento parei de digitar e me pus a ouvir a canção, ao terminar fui pesquisar o significado de Aurora, e naquele instante me veio o pensamento certeiro:

“Vai ser esse o título do livro.”

De acordo com o dicionário, Aurora é:

“Claridade que aponta o início da manhã, antes do nascer do Sol. As primeiras manifestações de qualquer coisa; princípio.”

Para ser sincero, não sei bem o que quis dizer com essa obra, apenas pus pra fora algumas coisas que me estavam transbordando, e assim como todas as obras que já publiquei, essa também está aberta à múltiplas interpretações.

Quando a mesma estiver disponível para download no site da coletânea (também disponibilizarei aqui), baixem e leiam, mas isso não basta, acima de tudo reflitam, divaguem, questionem, sintam… palavras são só palavras, o que vale é o sentimento. Também expressem suas opiniões acerca da obra, comentem, exponham seus pontos de vistas.

Não deixem de acompanhar a coletânea através do facebook, para curtir a página basta clicar no logotipo abaixo.


No mais, que venha a Aurora, deixo abaixo um vídeo onde declamo uma poesia, juntamente de algumas imagens que gravei juntamente de um amigo em uma caminhada rumo a torre dos picos, vejam por si próprios.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Eu, tu e ninguém mais



Eu que nem sempre positivo hoje abri um sorriso ao acordar de bom humor só por ter sonhado a noite inteira com você, e antes de acordar ainda tive a chance de me despedir com um beijo caloroso, aquilo foi tão real que seu cheiro ficou em meu lençol, o que me fez ficar deitado por longos minutos apenas absorvendo o que tinha acabado de vivenciar em meu subconsciente.

Parecia ser madrugada mas já estava clareando, o sol demonstrava seus primeiros vestígios no horizonte e lá estávamos nós sentados na areia em uma praia praticamente deserta, permanecíamos em um silêncio tranquilo como o som das ondas, a maresia era fria e suave, bagunçava levemente seus cabelos que vez ou outra batiam em minha face.

Contemplávamos a beleza do lugar em meio a olhares que trocávamos de vez em quando, apenas olhávamos um para o outro como se nenhuma palavra exprimisse o que pretendíamos dizer, era como se ambos já soubessem o que o outro diria permanecendo assim em um silêncio pleno.

E estava tudo tão tranquilo, tão distante da realidade mundana que por momentos desconfiei se não seria tudo apenas um sonho (e não é que era mesmo?!).

Em determinado momento você se levantou e me estendeu a mão, então começamos a correr descalços e de mãos dadas de encontro ao mar, podia sentir a areia úmida sob meus pés, sentia teus dedos entrelaçados nos meus, e ao chegar até a maré, senti a água gelada tocar meus pés, nesse momento paramos subitamente e olhamos um para o outro por alguns segundos, dessa vez você sorriu de uma forma tão espontânea e serena que eu não me contive, levei meus lábios de encontro aos seus enquanto seus braços se entrelaçavam em volta do meu corpo.

Assim que acordei fechei novamente minhas pálpebras na tentativa de voltar àquele sonho maravilhoso, mas não consegui, achei que ainda podia sentir a brisa da praia mas era só o meu ventilador, então permaneci deitado em meu quarto com os olhos fechados e um sorriso no rosto, com a consciência de que tinha vivenciado um momento único ao teu lado aquela noite, mal poderia imaginar que do outro lado da cidade lá estava você deitada em sua cama pensando a mesma coisa…

Nossos corpos estavam distantes,

mas isso não impedia nosso espírito de se encontrar!

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Quantos por enquanto: Devaneios aleatórios de um maluco observador

Quantos?

Quantos livros lidos?
Quantos litros bebidos?
Quantos cigarros apagados?

Quantos poemas escritos?
Quantos momentos vividos?
Quantos segundos desperdiçados?

Quantos corações partidos?
Quantos orgasmos sentidos?
Quantos lençóis encharcados?

Quantas decepções e desilusões com
a quais nos deparamos no caminho?
Quantas vidas cabem em uma ilusão,
ou melhor, quantas rosas cabem em um único espinho?

Quantas horas cabem em uma madrugada?
Quantos minutos até o sol nascer?
Quantos segundos até a morte?
Quanto tempo é necessário para viver?

Me diz, quantos por enquanto?


09/11/2017 - Itapipoca-CE

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Expressão abstrata da expansão e conexão de universos (ou mentes, chame como preferir)

"Essas palavras continuarão sempre as mesmas, mas por trás delas haverão múltiplas interpretações, assim como muitos dos textos desse blog, sabe, os livros clássicos nunca mudam com o passar o séculos, o que muda é a perspectiva acerca dos mesmos"


Apesar de não ser muito confortável, minha cadeira as vezes é como um divã quando encontro-me de frente à um monitor transmutando alguns pensamentos por meio de teclas que, quando pressionadas, fazem surgir um amontoado de palavras naquela tela em branco, e só isso já me faz sentir capaz de preencher o vazio de meu ser com palavras que nem parecem significar tanto, mas o significado real está por trás delas.

Enquanto as caixas de som tocam "High Hopes" eu complemento a canção com o som das teclas que cessam vez ou outra quando paro de digitar para dar um gole em minha xícara de café ou acender outro cigarro, as palavras param de surgir na tela mas os pensamentos não param de surgir na mente.

Falar é cansativo as vezes, por isso prefiro escrever já que em meu silencio encontro uma voz interior que dita as palavras e elas simplesmente vão ilustrando a tela sutilmente, cada letra ocupando seu devido espaço.

 É como se eu transmitisse uma parcela (mesmo que pequena) de meu universo pessoal para o mundo, deixando um pedacinho de mim em cada uma daquelas palavras que podem ou não fazer sentido para quem lê.

Cada mente um universo e, quando em contato com outro universo, esse por vez entra em um estado de expansão. Aprendemos uns com os outros, até mesmo com nós mesmos, ter a mente aberta significa ser um universo vasto, repleto de coisas desconhecidas esperando para serem apreciadas. 

Como disse Einstein: "A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho normal", e é exatamente isso que ocorre a todo momento, enquanto escrevo tal texto me vem mil e um pensamentos na mente que me levam a determinados devaneios, o mesmo acontecerá quando eu, por vez, concluir tal escrito, largar o teclado e então, usando o mouse, clicar no botão "Publicar".

Essa é uma ação futura (agora presente) que gerará diversas reações, alguns podem passar por esse texto e simplesmente ignorar, enquanto outros se darão o tempo de lê-lo e, ao fazer isso, abrirão suas mentes para outras possibilidades que surgiram de outra mente e, a cada linha que digito e você lê, nos conectamos de uma forma quântica.

Você poderá gostar do que escrevi ou não gostar, concordar ou discordar, porém uma vez que leu também mentalizou outras ideias paralelas as minhas, pode expressá-las através dos comentários, quem sabe escrever seu próprio texto ou pode simplesmente ignorar, porém nesse meio tempo enquanto escrevo (e você lê), minha (sua) mente se expandiu de uma maneira que não voltará a ser como era antes, e é exatamente isso que eu admiro na escrita, toda essa conectividade que surge de "meras palavras".

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Livros da Coletânea Catarse Poética, Eis que sou poesia, Angústia de Agosto, Epifania


A versão impressa das obras já estão em processo de produção e alguns moldes já estão prontos, aos que tiverem interesse de adquirir algum dos livros, basta entrar em contato via inbox ou enviar um e-mail para: coletaneacp@gmail.com

Cada obra está disponível ao custo de R$ 5,00!
(O envio para outras regiões possui uma taxa de envio)

Só lembrando que estarei realizando alguns sorteios de obras na página da coletânea no facebook, então repito, se ainda não curtiu a página o que tá esperando? Fiquem atentos, o verbo tá se concretizando.


Livros da Coletanea Catarse Poética - Epifania