quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Eu, tu e ninguém mais



Eu que nem sempre positivo hoje abri um sorriso ao acordar de bom humor só por ter sonhado a noite inteira com você, e antes de acordar ainda tive a chance de me despedir com um beijo caloroso, aquilo foi tão real que seu cheiro ficou em meu lençol, o que me fez ficar deitado por longos minutos apenas absorvendo o que tinha acabado de vivenciar em meu subconsciente.

Parecia ser madrugada mas já estava clareando, o sol demonstrava seus primeiros vestígios no horizonte e lá estávamos nós sentados na areia em uma praia praticamente deserta, permanecíamos em um silêncio tranquilo como o som das ondas, a maresia era fria e suave, bagunçava levemente seus cabelos que vez ou outra batiam em minha face.

Contemplávamos a beleza do lugar em meio a olhares que trocávamos de vez em quando, apenas olhávamos um para o outro como se nenhuma palavra exprimisse o que pretendíamos dizer, era como se ambos já soubessem o que o outro diria permanecendo assim em um silêncio pleno.

E estava tudo tão tranquilo, tão distante da realidade mundana que por momentos desconfiei se não seria tudo apenas um sonho (e não é que era mesmo?!).

Em determinado momento você se levantou e me estendeu a mão, então começamos a correr descalços e de mãos dadas de encontro ao mar, podia sentir a areia úmida sob meus pés, sentia teus dedos entrelaçados nos meus, e ao chegar até a maré, senti a água gelada tocar meus pés, nesse momento paramos subitamente e olhamos um para o outro por alguns segundos, dessa vez você sorriu de uma forma tão espontânea e serena que eu não me contive, levei meus lábios de encontro aos seus enquanto seus braços se entrelaçavam em volta do meu corpo.

Assim que acordei fechei novamente minhas pálpebras na tentativa de voltar àquele sonho maravilhoso, mas não consegui, achei que ainda podia sentir a brisa da praia mas era só o meu ventilador, então permaneci deitado em meu quarto com os olhos fechados e um sorriso no rosto, com a consciência de que tinha vivenciado um momento único ao teu lado aquela noite, mal poderia imaginar que do outro lado da cidade lá estava você deitada em sua cama pensando a mesma coisa…

Nossos corpos estavam distantes,

mas isso não impedia nosso espírito de se encontrar!

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Quantos por enquanto: Devaneios aleatórios de um maluco observador

Quantos?

Quantos livros lidos?
Quantos litros bebidos?
Quantos cigarros apagados?

Quantos poemas escritos?
Quantos momentos vividos?
Quantos segundos desperdiçados?

Quantos corações partidos?
Quantos orgasmos sentidos?
Quantos lençóis encharcados?

Quantas decepções e desilusões com
a quais nos deparamos no caminho?
Quantas vidas cabem em uma ilusão,
ou melhor, quantas rosas cabem em um único espinho?

Quantas horas cabem em uma madrugada?
Quantos minutos até o sol nascer?
Quantos segundos até a morte?
Quanto tempo é necessário para viver?

Me diz, quantos por enquanto?


09/11/2017 - Itapipoca-CE

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Expressão abstrata da expansão e conexão de universos (ou mentes, chame como preferir)

"Essas palavras continuarão sempre as mesmas, mas por trás delas haverão múltiplas interpretações, assim como muitos dos textos desse blog, sabe, os livros clássicos nunca mudam com o passar o séculos, o que muda é a perspectiva acerca dos mesmos"


Apesar de não ser muito confortável, minha cadeira as vezes é como um divã quando encontro-me de frente à um monitor transmutando alguns pensamentos por meio de teclas que, quando pressionadas, fazem surgir um amontoado de palavras naquela tela em branco, e só isso já me faz sentir capaz de preencher o vazio de meu ser com palavras que nem parecem significar tanto, mas o significado real está por trás delas.

Enquanto as caixas de som tocam "High Hopes" eu complemento a canção com o som das teclas que cessam vez ou outra quando paro de digitar para dar um gole em minha xícara de café ou acender outro cigarro, as palavras param de surgir na tela mas os pensamentos não param de surgir na mente.

Falar é cansativo as vezes, por isso prefiro escrever já que em meu silencio encontro uma voz interior que dita as palavras e elas simplesmente vão ilustrando a tela sutilmente, cada letra ocupando seu devido espaço.

 É como se eu transmitisse uma parcela (mesmo que pequena) de meu universo pessoal para o mundo, deixando um pedacinho de mim em cada uma daquelas palavras que podem ou não fazer sentido para quem lê.

Cada mente um universo e, quando em contato com outro universo, esse por vez entra em um estado de expansão. Aprendemos uns com os outros, até mesmo com nós mesmos, ter a mente aberta significa ser um universo vasto, repleto de coisas desconhecidas esperando para serem apreciadas. 

Como disse Einstein: "A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho normal", e é exatamente isso que ocorre a todo momento, enquanto escrevo tal texto me vem mil e um pensamentos na mente que me levam a determinados devaneios, o mesmo acontecerá quando eu, por vez, concluir tal escrito, largar o teclado e então, usando o mouse, clicar no botão "Publicar".

Essa é uma ação futura (agora presente) que gerará diversas reações, alguns podem passar por esse texto e simplesmente ignorar, enquanto outros se darão o tempo de lê-lo e, ao fazer isso, abrirão suas mentes para outras possibilidades que surgiram de outra mente e, a cada linha que digito e você lê, nos conectamos de uma forma quântica.

Você poderá gostar do que escrevi ou não gostar, concordar ou discordar, porém uma vez que leu também mentalizou outras ideias paralelas as minhas, pode expressá-las através dos comentários, quem sabe escrever seu próprio texto ou pode simplesmente ignorar, porém nesse meio tempo enquanto escrevo (e você lê), minha (sua) mente se expandiu de uma maneira que não voltará a ser como era antes, e é exatamente isso que eu admiro na escrita, toda essa conectividade que surge de "meras palavras".

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Livros da Coletânea Catarse Poética, Eis que sou poesia, Angústia de Agosto, Epifania


A versão impressa das obras já estão em processo de produção e alguns moldes já estão prontos, aos que tiverem interesse de adquirir algum dos livros, basta entrar em contato via inbox ou enviar um e-mail para: coletaneacp@gmail.com

Cada obra está disponível ao custo de R$ 5,00!
(O envio para outras regiões possui uma taxa de envio)

Só lembrando que estarei realizando alguns sorteios de obras na página da coletânea no facebook, então repito, se ainda não curtiu a página o que tá esperando? Fiquem atentos, o verbo tá se concretizando.


Livros da Coletanea Catarse Poética - Epifania

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Apenas uma peça dessa peça - Epifania


Sempre me passou pela mente a ideia de produzir audiolivros já que essa é a mais moderna forma leitura que vem ganhando mais adeptos a cada dia e, quem sabe em um belo dia desses eu não acorde de bom humor depois de uma longa noite de sono e decida de súbito colocar essa ideia em prática?!

Enquanto isso não acontece começarei a narrar algumas poesias e acrescentarei imagens, assim, com algumas edições aqui e ali criarei um audiovisual com o intuito de divulgar as obras e explanar um pouco essas ideias.

Como tempo é vida, me adiantei e já fiz isso, narrando a poesia: "Apenas uma peça dessa peça" da obra "Epifania" que será lançada neste sábado (dia 23), e produzindo o audiovisual durante esta madrugada.

sábado, 23 de setembro de 2017

Epifania - Lançamento

Epifania, Catarse Poética

O lançamento virtual do PDF será realizado dia 30 (Sábado) no site da coletânea: 


SUMÁRIO

I. APENAS UMA PEÇA DESSA PEÇA

II. (SUB)CONSCIENTE(MENTE)

III. GÊNESIS 3:8

IV. IMPLOSÕES

V. ÊNUS


Quando sou bombardeado por um pensamento tão carregado ao ponto de sentir-me compelido a fazer jus ao mesmo jorrando palavras no papel para registrar e compartilhá-lo com outrem, sinto-me totalmente imerso em me mesmo e no universo, sendo tomado por uma efêmera epifania ao contemplar a beleza (ou o horror) de um pensamento que de repente ganha vida por meio da escrita, porém não posso (d)escrever nem metade do que se passa aqui dentro desse labirinto.


Essa é a terceira obra da coletânea Catarse Poética, e como pode-se perceber na descrição, o título carrega um significado bem mais profundo para me do que os das obras anteriores, considero essa a obra mais experimental até agora pelo fato de brincar com as poesias sem importar-se com o resultado, agradando ou não, elas estão lá da maneira que escrevi, sem modificar ou acrescentar nada, se o intuito é transmutar o pensamento para o papel sem distorce-lo, fiz um bom trabalho, o mais próximo de uma Epifania pessoal e sem terceiras intenções, fui movido apenas pela pura vontade de concretizar isso.

No mais, quando a obra for lançada, baixem, leiam e tirem suas próprias conclusões, o intuito é esse, gerar opiniões semelhantes e principalmente contrárias, quero mostrar ao leitor que não há verdades absolutas, apenas verdades e meias-verdades, no fundo todos estamos corretos, já que nossas ações estão interligadas nesse labirinto imensurável da existência, carregamos em nosso amago aquilo mais próximo de uma verdade absoluta.

Ler não é o suficiente, expressem suas opiniões únicas e individuais, se gostaram da obra expressem isso e o que os levou a gostar da mesma, se acharem a obra uma porcaria, expresse igualmente esse pensamento, assim como o que lhe levou a chegar à tal conclusão, peço apenas que exponham suas verdades assim como venho expondo as minhas nessa coletânea.


Angústia de Agosto - Lançamento

Angústia de Agosto, Catarse Poética, David Alves Mendes




SUMÁRIO:

I. ANGÚSTIA DE AGOSTO

II. HÁ RISCOS, MAS ARRISCO

III. (IN)CONSCIENTE

IV. (SOBRE)VIVER

V. CONTRADIÇÕES EM VERSOS
CURTOS

VI. SONHEI QUE NÃO QUERIA
ACORDAR

Desde o lançamento do livro "Eis que sou poesia", primeira edição desta coletânea, venho escrevendo e preparando a segunda obra que achei melhor intitular de: “Angústia de Agosto”. Esta obra por sua vez, traz reflexões em algumas poesias semelhantes, porém paralelas às da primeira edição, eis que esta obra é a prova material da continuidade de tal proposta que carrega como título: Catarse Poética.

Angústia de Agosto, Catarse Poética, David Alves Mendes

Reflexões, questões e afirmações (não absolutas) acerca da vida perante meu ponto de vista, mas como ninguém pode enxergar através dos olhos de ninguém, peço que ao ler tal obra, vocês possam questionar e interpretar à sua maneira, lembre-se, só sabemos o que já vivemos e dificilmente haverá alguma verdade absoluta algum dia, nada é absoluto.